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Quem é você na história da sua vida: protagonista ou coadjuvante?

Você já se deu conta que a  vida que você leva hoje, é exatamente igual a você?Você é o criador da sua vida!
Somos levados desde a tenra infância a acreditar que tudo que ocorrer em nossas vidas, em nosso redor não é responsabilidade nossa. mas sim e algo externo a nós. Passamos uma vida de ações reativas ao que nos acontece. Tantas vezes nos foi repetida esta verdade que passamos a acreditar nela.
  No entanto, na realidade ocorre exatamente o oposto. É necessário mudarmos este paradigma e começarmos a compreender o quão responsáveis somos por tudo aquilo que nos acontece e nos envolve.
  A esta auto-responsabilidade chamamos de princípio 90/10. Este princípio nos diz que 10% do que nos acontece diariamente independente de nossa vontade e ação, está fora do nosso controle. Enquanto os outros 90% estão em nosso campo de atuação, são as escolhas que fazemos todo o tempo em relação ao que se passa a nossa volta.(Covey, 2016).
  Por exemplo, se saímos de casa e o tempo muda de repente e cai um temporal, não temos ação sobre este acontecimento. O temporal inesperado representa um acontecimento dentro dos 10% que não controlamos. Porém, como agimos, sentimos e nos comportamentos em relação a este temporal é inteiramente nossa responsabilidade.
 Podemos sentir raiva porque o temporal irá nos atrasar para chegarmos ao trabalho e porque imaginamos que haverá transito, é possível que percamos uma reunião importante e nosso chefe se aborreça conosco, sejamos grosseiros com nossos colegas de trabalho, passemos o dia mau humorados, e mais uma sucessão de emoções e ações negativas em relação ao evento - temporal.
 Ou podemos nos sentir felizes porque há meses não chove e os reservatórios poderão se encher novamente, e então ligamos para o escritório e tentamos remarcar a reunião enquanto buscamos um caminho alternativo para chegar à empresa ou aproveitamos para participar por conference enquanto em trânsito, e ao chegar, passamos na cafeteria e levamos um café fresco para os colegas aproveitando que ainda estamos a chegar, e mais uma sucessão de emoções e ações positivas em relação ao evento - temporal. 
  Em outras palavras, 10% da vida é feita do que acontece com você, 90% da vida é determinado pela sua reação a que acontece com você. 
  Quando nos apropriamos deste princípio e o aceitamos, começamos a nos tornar pessoas auto-responsáveis, tomamos consciência a cada instante das escolhas que fazemos e do impacto destas escolhas em nossas vidas.
 É importante querer aceitar a nossa responsabilidade por nossas ações e querer mudar para que nossos pensamentos e nossas atitudes entrem em um estado de congruência, ou seja, o que pensamos, falamos e fazemos  passe a estar em sintonia com o que desejamos. (Smaniotto, 2016)
  Auto-responsabilidade implica em reconhecer nossas escolhas e não culpar outros pelo que nos acontece. Significa reconhecer que se pode fazer mais, seja em comportamento, relacionamento, atitude, sempre esperando os melhores resultados e o sucesso desejados.
  Se olharmos a nossa volta perceberemos exemplos de pessoas que se auto-responsabilizam por suas escolhas, e estas pessoas costumam ter sucesso naquilo que fazem ou têm. Ao se responsabilizarem pelo que as cerca, assumem riscos ou os evitam, se apoderam das regras do jogo e se tornam protagonistas de suas próprias vidas, assumem o controle do que querem para si.
  Do outro lado vemos pessoas que se fazem de vítimas todo o tempo, sempre tem uma historia para contar de forma a justificar um insucesso, um fracasso. E a culpa está sempre externa a eles, no outro. Normalmente este tipo de pessoa sofre ao perceber a distância entre a realidade em que vive e o objetivo que almeja.
  É comum vermos no mundo dos negócios, pessoas que são demitidas e culpam a empresa ou o chefe pela injustiça sofrida. Mas será que refletem sobre suas ações, aquilo que poderiam ter feito para evitar este fim? Existem pessoas extremamente competentes cuja postura profissional deixa a desejar, há aqueles que por desempenharem função extremamente específica pensam ser insubstituíveis e abusam deste “status” que só existe em suas mentes, e outros casos ainda em que o profissional é uma excelência, mas não possui autoconfiança gerando em seus pares e parceiros o sentimento de não confiabilidade.
  Como as pessoas dos exemplos acima poderiam agir para mudar sua situação? Como seria se o profissional competente melhorasse sua postura e se relacionasse melhor com os colegas? Imagine talvez o empregado “insubstituível”  absorvendo novas tarefas, chegando na hora e passando o conhecimento para os colegas? E se aquele sem autoconfiança começasse a honrar sua história e perceber quão valiosa é sua colaboração?
  Mas na maioria das vezes o que ouvimos é: “meu chefe está  me perseguindo”, “eu sou um coordenador eu não preciso me relacionar com pessoas abaixo do meu nível”, “se eu passar meu conhecimento adiante, não serei mais necessário”.
  A vítima ainda encontra mais um culpado em tempos de crise, o governo, esta entidade malévola que tudo o que faz é impedir pessoas de bem e trabalhadoras de se realizarem. Convenhamos, se isso fosse mesmo verdade, todas as empresas de um mesmo segmento faliriam, todos os empregados de determinada função seriam dispensados, todas as escolas públicas estariam em greve. Então olhe para o lado e veja se não há alguém com condições como as suas que continua a prosperar enquanto você conta uma historinha para se justificar.
  É um verdadeiro Contos da Carochinha de culpabilização do outro, de vitimização e de dor. E como fazer isto parar? Enquanto você culpar as pessoas pelo seu fracasso a sua vida não vai mudar. Assuma a responsabilidade por suas escolhas, por suas ações, por suas palavras.
 O quão comprometido você está com este processo de mudança? Sempre parece mais difícil dar o primeiro passo, então se você me permitir, vou sugerir esse exercício diário, elaborado por Paulo Vieira (2015), para  auxiliá-lo a criar o habito da auto-responsabilidade. Basta seguir estes 6 passos e você perceberá aos poucos a mudança acontecendo:

1.      Se é para criticar (os outros), cale-se.
2.      Se é para reclamar, de sugestão.
3.      Se é para buscar culpados, busque solução.
4.      Se é para se fazer de vítima, faça-se de vencedor.
5.      Se é para justificar os erros, aprenda com eles.
6.      Se é para julgar as pessoas, julgue as suas atitudes.

 Agora que você já sabe o que e como fazer as mudanças necessárias em sua vida para se auto-responsabilizar por suas ações, quando você irá começar? Quando você se tronará protagonista da sua vida? Comece agora!
  Lembre-se sempre de se lembrar de nunca esquecer: 10% da vida é feita do que acontece com você, 90% da vida é determinado pela sua reação a que acontece com você. 

Referencias Bibliográficas

COVEY, S. OS 7 hábitos das pessoas altamente eficazes. Rio de Janeiro: BestSeller. 2009.
MARQUES, J.A. Curso de Formação em Professional Self Coaching. Rio de Janeiro: IBC, 2014, apostila de curso.
SMANIOTTO, A. Você se Considera Uma Pessoa Congruente. Disponível em: (http://alessandrasmaniotto.com.br/). Acesso em:  02ago de 2016. 
VIEIRA, P. O Poder da Ação. São Paulo: Gente. 2015
VITALE, J. Marco Zero. São Paulo:Rocco. 2015

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