Pular para o conteúdo principal

Coaching para Crianças - história 1

Conforme prometido segue a primeira história de Coaching para Crianças. Aproveitem, contem para os pequenos.


Coração de Ouro

Miguel era um menino muito alegre e esperto. Ele morava numa casa com seu pai e sua mãe, e seu gatinho chamado Caramelo.
Todos os dias Miguel ia para a escola, estudava e brincava muito com seus amigos. Ele  tinha uma vida muito feliz.
Certo dia a turma de Miguel recebeu um novo aluno transferido de outra escola. O novo colega chama-se Sebastian. Sebastian parecia meio deslocado na nova escola, não conhecia o nome das crianças da turma e nem os corredores da escola. Quando a professora o apresentou a turma, ele estava meio envergonhado e começou a fazer palhaçadas para disfarçar. A turma riu sem graça.
Na hora do lanche quando não havia ninguém por perto, Miguel e seus amigos começaram a imitar as palhaçadas de Sebastian e riram muito. O que eles não viram foi que o novo colega os tinha observado ao longe e ficado triste. Aos poucos Sebastian se aproximou das crianças falando grosserias e ofendendo a todos.
Miguel voltou da escola chorando e aborrecido porque Sebastian havia batido nele na hora do recreio. Contou que o novo colega havia dito que sua letra era de feia e tinha batido nele quando não tinha ninguém vendo.
Seu pai e sua mãe ficaram muito  preocupados. O que poderia  ter causado esta situação na escola? Miguel sempre tinha sido um bom amigo para os colegas, querido por todos e muito estudioso. Miguel contou que havia imitado o menino novo porque tinha achado engraçado, mas o menino não ouviu, não quis acreditar nele.
A mãe pediu a Miguel para não se aborrecer com o que havia acontecido, e que tentasse descobrir se havia algo incomodando o novo colega para que ele tivesse agido daquela forma. Explicou que às vezes querendo uma pessoa muda de escola ou de trabalho ela fica triste porque tudo é novo e ainda tem muitas pessoas novas para conhecer e nenhum amigo para apoiar, e como a turma já estava junta há muito tempo que talvez não o tivessem acolhido com carinho especial.
Os pais pediram a Miguel para tentar mais uma vez, e tentar ver o que novo colega estava vendo e, quem sabe, fazer um novo amigo de jogos e brincadeiras.
No dia seguinte na escola, Miguel procurou o novo colega, ainda ressabiado, mas com o coração feliz por tentar ajudar, e o chamou para uma partida de totó na hora do recreio. Surpreso, viu que Sebastian era muito bom no jogo, e então começou a chamar as outras crianças da turma para o conhecerem melhor e jogarem juntos também. E foi a maior diversão.
Quando Miguel chegou em casa contou que tinha feito amizade com o novo menino, que jogaram juntos e que todos também gostaram do amigo. Disse que tinha ficado com medo, porque não queria que ele abatesse nele novamente, mas foi chegando de fininho e com um sorriso o convidou para o totó.
A mamãe ficou muito orgulhosa de Miguel. Disse que somente foi possível porque ele havia sido nobre de coração, perdoado o acontecido do dia anterior e havia mudado sua atitude com relação ao novo colega. Sua mudança fez com que todos a sua volta também mudassem. Ela explicou que somos responsáveis por todas as coisas que acontecem em nossas vidas, as boas e as más. Quando tratamos as pessoas com amor e carinho, mesmo estranhos, recebemos de volta o mesmo amor e carinho, e podemos até fazer novos amigos.

Miguel entendeu que foi ele que tinha feito a mudança no novo colega. E daquele dia em diante, toda vez que encontrava alguma dificuldade, fosse no futebol, com novos amigos ou nos estudos, ele tentava fazer alguma coisa diferente para que conseguisse chegar numa solução bacana. Ele  percebeu que nosso coração se transforma em um coração de ouro, rico e brilhante.
Miguel tem o maior coração de ouro que eu já vi. E por onde ele passa faz amigos e espalha sua alegria.

Postagens mais visitadas deste blog

Tempo de Pomodoro

Agora e o ano novo começou é hora de por em ação aquela infinita lista de desejos e tarefas do Réveillon. Após a ressaca das festas ficamos com aquela sensação der ser engolido pelos ponteiros do relógio. Fica tudo meio solto, período de férias e um certo marasmo. Que tal uma forcinha para organizar as tarefas do dia a dia? Pedir ajuda é reconhecer suas limitações para superá-las. Foi o que fez Francesco Cirillo  enquanto estudava na faculdade resolveu pedir ajuda para conseguir finalizar suas atividades, mas não pediu ajuda a uma pessoa e sim um simpático timer de cozinha em forma de  um tomate. Ele dividiu seu tempo de estudos entre as atividades e pequenas pausas para recarregar a mente, ia cronometrando com seu timer. Existem várias técnicas e métodos para nos ajudar a utilizar o tempo, mas seja qual for a que você escolher utilizar, lembre-se de que a técnica não funciona por si só, você precisar querer agir e fazer o que tem a ser feito.  Gestão de tempo...

Como nascem os paradigmas - quick view

Por que agimos e reagimos a determinadas situações? Muitas vezes aprendemos o fazer de uma certa forma e quando perguntamos o por quê não é possível rastrear a origem de hábitos e comportamentos. Fazemos isso na vida, nos relacionamentos e no trabalho. É muito comum em ambientes corporativos repetimos padrões porque "sempre foi assim". Mas como tudo começou. Neste vídeo uma pequena reflexão sobre como nascem os paradigmas e porque é tão difícil mudá-los.

Abrace sua vulnerabilidade