Nunca
havia pensado sobre a minha missão de vida, parecia como um discurso pronto ou
aquelas conversas filosóficas de botequim. Para mim esse lance de “missão” era
para empresas e corporações, personalidades famosas ou ainda pessoas envolvidas
em causas humanitárias.
Quem
sou para ter uma missão?
Esta
é a pergunta principal. Quem sou eu? Por que estou aqui? O que quero fazer da
minha vida? O que gostaria de deixar como herança/ legado?
Se
não soubermos o que fazemos de nossa existência toda ela terá sido um
desperdício. Escrever uma missão de vida pessoal é a oportunidade que temos
para estabelecer e definir o que é importante e o que faz sentido pra cada um
de nós. O que nos motiva e impulsiona, aquilo que nos faz acordar todas as
manhãs.
Foi
assim que descobri que escrever a sobre a missão de vida faz parte de um
processo de autoconhecimento e reflexão sobre onde estamos e onde queremos
chegar.
Este
exercício nos possibilita estar abertos a questionamentos sobre nós mesmos e
aqueles a nossa volta, sobre o mundo e a natureza das coisas, o porquê de
vida ser como ela é, ou parece ser.
É
um processo de auto-responsabilização pelos nossos atos. Ao colocarmos por
escrito nossos objetivos, sejam eles quais forem, damos voz há nossas intenções
internas e força para sua realização. Não podemos mais ignorar aquele
segredinho do que sonho de criança ou da ambição da vida adulta. Quando
escrevemos se torna imperativo que façamos algo para tornar nossa missão uma
realidade.
Ao
escrevermos nossa missão damos foco ao que é importante para nós, aos nossos
objetivos e temos a oportunidade de realinhar nossas ações para que sigam
em direção a este estado desejado de realização. Nos permite uma maior clareza
de nós mesmos que pode ser útil no momento de decidir sobre seguir adiante em
um relacionamento, mudar de emprego ou se especializar em alguma área de
estudo. Todas as possibilidades se tornam oportunidades palpáveis no momento em
que tomamos consciência do que queremos, dos nossos objetivos.
Mas
como escrevemos uma missão?
Também
tive esta dificuldade na minha primeira vez, e busquei ajuda, li missões de
empresas e pessoas, olhei para minha própria história, e fiquei noites sem
dormir. E de repente... boom! Lá estava a minha missão, acenando para mi do
outro lado da tela do computador.
Para
conseguir colocar no papel tudo que estava pensando e sentindo (ah, sim, porque
missão é emoção), eu segui alguns passos que fui descobrindo enquanto buscava
alguns exemplos.
Agora
compartilho com vocês, boa sorte!
- Defina o tipo de pessoa que você gostaria de se tornar, como uma persona. Ela deve refletir seus valores e crenças, e deve permear todas as áreas da vida (familiar, relacionamento, profissional, etc.). Você pode se basear em alguém que seja um modelo ou que tenha tido significado em sua vida.
- Defina o seu legado, o que você gostaria de deixar ou de como gostaria de ser lembrado pelos outros.
- Escreva como você gostaria de viver a vida, nas quatro dimensões: física, mental, espiritual e emocional.
- Mencione suas habilidades e capacidades, quais os talentos que você tem e são importantes para te definirem.
- Escolha um objetivo de vida, que esteja em acordo com os pontos anteriores. E este deverá ser específico, mensurável, factível.
- Por ultimo, escreva sua declaração ou missão de vida considerando os pontos que levantou sobre você e sua vida.
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