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Pela dor crescemos

Não importa os caminhos que nos levaram aonde estamos hoje. Muitos foram repletos de pedregulhos, outras como navegar em águas calmas. Todos eles têm algo em comum, fazem parte da nossa histórias, nos ajudam a definir quem somos e quem queremos ser.
Algumas passagens tentamos sufocar dentro de nós, queremos calar aquilo que nos mostra indefesos, vulneráveis, imperfeitos. Mas são as melhores partes porque é nestes momentos que descobrimos quem somos mais intimamente e o poder e força de criar e recriar o caminho.
No meio dos alfarrábios de mamãe, ela achou este bilhete (que chamei de relatório), um breve relato de um dia qualquer em 1988. Naquela época vivíamos eu, mamãe minha irmã, não tínhamos mais a ajuda da babá (Marina, pessoa maravilhosa) por motivos diversos conjugados, e eu tomava conta sozinha da Vavá até minha mãe retornar do trabalho à noite.
Foi uma época que registrei em minha mente como vencedora, até hoje sempre me referi a ela focando no que eu ganhei, nas minhas realizações, meu sucesso.
 Mas lendo o bilhete percebo que tinha muita história calada, abafada que nunca contei. Como era difícil tomar conta dela (notem o carinho na carta - nossa, como eu amo esta menina!), e tentar não queimar a comida, às vezes eu tinha medo de voltar da escola sozinha porque havia uns homens assustadores no caminho. Nada disso eu poderia dizer em voz alta naquele tempo, eu precisava ser forte e ajudar a mamãe. Eu escrevi a intenção positiva daquilo em minha alma e segui em frente. 
Quase 30 anos depois me dou conta da vulnerabilidade em que me encontrava.
Maravilhoso olhar para trás e descobrir como fui forte, para mim, para os outros, não me deixei abater. E agora posso escrever as lacunas que ficaram nesta historia e me compreender por completo. 
Eu só tenho um sentimento hoje sobre tudo isso: GRATIDÃO!

Agradecimento especial: Sandra Pinto,Vanessa Sant Anna, Bruno Ribeiro, Paulo Rocha, Alessandra Smaniotto


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