Relacionamentos pessoais ou profissionais
são antes de tudo reciprocidade, uma troca, harmonia, confiança mútua,
espontaneidade e respeito à individualidade. Antes de nos relacionamentos com
os outros, vivemos uma relação com nós mesmos, precisamos nos aceitar e amar
como indivíduos. Aceitar nossas limitações e vulnerabilidade e estarmos aptos a
nos defrontarmos com o mundo.
Nada é tão simples, os seres
humanos têm muita dificuldade em ver suas próprias fraquezas e limitações, é
comum olharmos para o outro a nossa frente e culpá-lo por aquilo que nos faz
sentirmos mal.
Atribuímos a tudo que nos é
externo a responsabilidade daquilo que temos dentro de nós mesmos e não
aceitamos. Em especial aquelas situações e pessoas que parecem revelar toda
nossa sombra, tal qual como reflexo num espelho.
Já se depararam com pessoas que
nos incomodam ao extremo, são desagradáveis, é até mesmo insuportável ler ou
ouvir falar em seu nome? Estas as pessoas refletem o que temos em nós mesmos e
que nos desagrada, aquilo que escondemos embaixo do tapete. Elas possuem essa
mesma qualidade que vemos em nós de forma tão negativa.
“O ataque é a melhor defesa”, para
não olharmos para nós mesmos imputamos nosso sofrimento ao outro. Assumimos que
o outro é um problema e passamos a nos comportar defensivamente, na maioria das
vezes de forma passivo-agressiva. Quase como se estivéssemos intoxicados por um
veneno que apaga nosso lado bom, e traz à tona a pior versão de nós mesmos.
Nos tornamos tóxicos.
Quando falamos a palavra toxina
nos vem à mente algo venenoso capaz de destruir a saúde e o bem estar. E é
exatamente isso que uma toxina faz em nosso organismo, ela danifica nosso
corpo, mente, e até a alma.
Não existe como detectar o nível
de toxicidade que desenvolvemos nestas situações, vai variar de acordo com a forma como nos
deixamos afetar pessoalmente. O quanto estamos sofrendo? Como está nossa saúde
física? Como está nossa saúde mental? E quanto mais nos tornamos tóxicos
conosco, contagiamos todos que estão à nossa volta.
Comece a detectar quais comportamentos são os mais prejudiciais para você, este é o primeiro passo para a mudança. Lembre-se que nós não somos responsáveis por mudar como o outro se comporta e age, mas podemos mudar como reagimos a isso. E nos apropriarmos de nossas ações, aceitar nossas vulnerabilidades e nossos limites é o mais importante para o processo de desintoxicação.

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