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Você é tóxico?


Relacionamentos pessoais ou profissionais são antes de tudo reciprocidade, uma troca, harmonia, confiança mútua, espontaneidade e respeito à individualidade. Antes de nos relacionamentos com os outros, vivemos uma relação com nós mesmos, precisamos nos aceitar e amar como indivíduos. Aceitar nossas limitações e vulnerabilidade e estarmos aptos a nos defrontarmos com o mundo.

Nada é tão simples, os seres humanos têm muita dificuldade em ver suas próprias fraquezas e limitações, é comum olharmos para o outro a nossa frente e culpá-lo por aquilo que nos faz sentirmos mal.

Atribuímos a tudo que nos é externo a responsabilidade daquilo que temos dentro de nós mesmos e não aceitamos. Em especial aquelas situações e pessoas que parecem revelar toda nossa sombra, tal qual como reflexo num espelho.

Já se depararam com pessoas que nos incomodam ao extremo, são desagradáveis, é até mesmo insuportável ler ou ouvir falar em seu nome? Estas as pessoas refletem o que temos em nós mesmos e que nos desagrada, aquilo que escondemos embaixo do tapete. Elas possuem essa mesma qualidade que vemos em nós de forma tão negativa.

“O ataque é a melhor defesa”, para não olharmos para nós mesmos imputamos nosso sofrimento ao outro. Assumimos que o outro é um problema e passamos a nos comportar defensivamente, na maioria das vezes de forma passivo-agressiva. Quase como se estivéssemos intoxicados por um veneno que apaga nosso lado bom, e traz à tona a pior versão de nós mesmos.
 
Nos tornamos tóxicos.

Quando falamos a palavra toxina nos vem à mente algo venenoso capaz de destruir a saúde e o bem estar. E é exatamente isso que uma toxina faz em nosso organismo, ela danifica nosso corpo, mente, e até a alma.

Não existe como detectar o nível de toxicidade que desenvolvemos nestas situações,  vai variar de acordo com a forma como nos deixamos afetar pessoalmente. O quanto estamos sofrendo? Como está nossa saúde física? Como está nossa saúde mental? E quanto mais nos tornamos tóxicos conosco, contagiamos todos que estão à nossa volta. 

Comece a detectar quais comportamentos são os mais prejudiciais para você, este é o primeiro passo para a mudança. Lembre-se que nós não somos responsáveis por mudar como o outro se comporta e age, mas podemos mudar como reagimos a isso. E nos apropriarmos de nossas ações, aceitar nossas vulnerabilidades e nossos limites é o mais importante para o processo de desintoxicação.

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